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Descrição

PARAHYBA 1930: A Verdade Omitida (Flávio Eduardo Maroja Ribeiro - Fuba)

Editora: A União
Acabamento: capa cartonada com orelha
Cor do miolo: preto
Formato: 15 x 21 cm
Páginas: 504
Edição:
Ano: 2021
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Classificação: não disponível
Categorias: história, não ficção

Orelhas:

O autor deste ensaio de caráter histórico, Flávio Eduardo Maroja Ribeiro, popularmente conhecido por Fuba, além de compositor e produtor cultural, é a pessoa por demais conhecida do povo paraibano para necessitar de uma apresentação mais detalhada.

As primeiras palavras da Apresentação do livro "não sou historiador e nunca pretendi ser" além de ser emblemáticas, deixam patente, logo de início, ao leitor que num de seus desideratos é coligir, num minucioso trabalho de garimpo e exegese, o que de mais importante foi dito e escrito sobre os eventos históricos que envolveram o presidente João Pessoa e culminaram em um movimento político nacional.

O título "Parahyba 1930 - A Verdade Omitida", não poderia ser mais significativo e verdadeiro, posto que, nestas páginas, encontramos uma interpretação dos fatos relativos à denominada Revolução de 1930 que não coincide com a versão "oficial"; na realidade, a contradita.

A ideia norteadora de todo texto pode ser sintetizada na palavra "objetividade". Para alcançá-la, Flávio Eduardo teve o cuidado de documentar tudo que afirma, transcrevendo cartas, telegramas, artigos, assim como excertos de vários autores que discorreram sobre o assunto. Exemplificando, aqui se toma conhecimento da diatribre entre os diários "Jornal do Comércio", de Recife e "A União", da Parahyba; a correspondência trocada naquela oportunidade, entre Epitácio Pessoa e o seu sobrinho João Pessoa; a carta do funcionário público Simão Patrício, denunciando os desmandos do governo João Pessoa, bem como a de Joaquim Pessoa, assegurando solidariedade ao seu primo João Pessoa de Queiroz, quando rotula o seu irmão João Pessoa de "um indivíduo intolerante, um desvairado".

O estilo de Flávio Eduardo é quase coloquial: a linguagem é simples, direta, despojada de rebuscados, o que convém ao assunto tratado. Por seu conteúdo, "Parahyba 1930 - A Verdade Omitida" passará a ser uma obra de referência a quem venha desejar compreender o que ocorreu naquele ano fatídico.

O leitor irá surpreender-se, a cada página, ao constatar que aquilo que, de fato, aconteceu foi edulcorado por uma historiografia liberal, tendenciosa. É bem provável que, ao chegar ao último parágrafo deste livro, quem o ler venha a mudar a sua opinião acerca daquele momento histórico, tal a quantidade de documentação probante com que se deparará.

Antônio Serafim Rego Filho (filósofo e professor da UFPB)