Está procurando alguma editora ou artista em específico? Digita o nome na caixa de busca!

R$45,00

Descrição

Não sem a mãe (Wilker França)

Editora: Escaleras
Acabamento: capa cartonada com orelha
Cor do miolo: preto
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 80
Edição:
Ano: 2021
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Classificação: não disponível
Categorias: conto, literatura

Trecho de prefácio do livro:

Mais um livro de Wilker França. O segundo de outros que darão continuidade aos escritos concebidos com um estilo marcado pelo que de singular advém a partir do seu encontro com a psicanálise, a literatura, a música, a boêmia, entre outros saberes e fazeres, sem prescindir da experiência analítica, da qual recolhe inspirações ancoradas na lalíngua que o faz escritor.

A partir do modo como nomeia o livro, com a partícula “não sem”, convida o leitor a seguir a equivocidade da linguagem através de dez escritos compostos de forma concisa, ao sabor de peças soltas que levam o leitor a se entregar a uma experiência que se monta e se desmonta nos buracos do corpo e nas reminiscências de uma ficção que tem como sustentação o saber se servir de personagens que não se sabe se existiram ou são autoficções feitas a partir dos restos, das marcas indeléveis dos seus encontros e desencontros com o Outro.

Cleide Pereira Monteiro (Psicanalista, membro da Associação Mundial de Psicanálise, membro da Escola Brasileira de Psicanálise, professora da UFPB)

Contracapa:

Meio dia. Almoço posto. Domingo. Ele sempre sentava na ponta da mesa longa. Era sabido. Era lei. Era porque era. Seu lugar. Tinha até um cheiro difrerente. Um cheiro-marca. às vezes que sentei ali, antes de sua chegada, empinei o tronco. Tentei ficar ereto. Heleno, Helena, Helenira, Helenita, Helemário, quem mais? Estavam todos presentes naquele domingo com sabor-clichê de domingo. As mulheres serviam seus filhos. As mulheres se serviam. Era porque era. Eu só queria brincar no quintal grande. Flor de Hibisco. Colava no nariz uma parte interna amarela que grudava na pele. Nariz de bruxa. Pétalas vermelhas bebericando na água. Mainha não deixava colocar álcool. Mas era perfume que fazíamos mesmo assim.